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Casa Laranja


Momento ódio

Ódio eterno à Telefonica. Não tive problemas nos últimos dias, mas ela está na minha lista negra para sempre.

Ódio duplo ao Santander. Pior é saber que agora sou correntista (compulsória) desta joça.

Ódio à Nossa Caixa que é o banco mais burocrático do universo. Seja o que for, tem que ir no caixa - e a fila é longa e lenta.

Ódio à Caixa Econômica Federal que rouba seu FGTS suado e sofrido sem mais delongas.

Ódio dividido ao Wal-Mart e ao Carrefour. Vendem produtos ruins pelos olhos da cara - isso sem falar nas filas.

Ódio aos cartórios (e aos tabeliões também, provavelmente). Pega senha, espera, espera mais um pouco, é mal atendido, paga uma fortuna e sai sem saber se é aquele papel que você precisa.

Ódio aos inúmeros impostos e taxas que temos que pagar para nunca vermos o resultado, independente do partido que está no poder.

Ódio de fazer tudo direitinho e sempre dar errado; quando você sabe que quem tá fazendo maracutaia, tem no mínimo um castelo e/ ou não está nem aí para a opinião pública.



Escrito por Casa Laranja (TM) às 20h25
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Um Certo Olhar

(EUA, 2006, Snowcake). Dir: Marc Evans. Com Sigourney Weaver, Allan Rickman, Carrie Anne-Moss.

Um inglês arredio viaja dos EUA ao Canadá para encontrar a ex-mulher e avisar que o filho está morto. No caminho, dá carona a uma jovem que quer escrever um livro sobre solitários, como ele. A menina compra umas bolinhas coloridas (tipo 25 de março) e fala que vai dar de presente para a mãe. Ele não entende e na sequência um caminhão arrebata o carro em que eles estão.

Atônito, ele vai procurar a mãe da menina e o que se segue é um dos filmes mais sensíveis que eu já vi sobre o autismo. Longe de ser piegas, o filme aborda o tema com uma leveza e até uma certa poesia. Recomendo.



Escrito por Casa Laranja (TM) às 20h56
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Chove chuva, chove sem parar

De acordo com mamis, todo sete de setembro chove. Ontem não choveu. Em compensação hoje caiu (está caindo) o mundo. Dia bom para ficar em casa: 9 da manhã mais escuro que 6 da tarde; meio-dia com índice de congestionamento de 8 da manhã.

Quilômetros e quilômetros de congestionamentos, locais alagados, desabamentos, semáforos apagados. Dirigir na chuva é um perigo à parte: as pessoas meio que desaprendem e fazem o que bem entendem: entram, viram, param, tudo sem nenhum sinal (isso dem falar na galera que não verifica se as luzes do carro estão em ordem). As motos meio que desaparecem, os pedestres sofrem com os banhos com água salobra que tomam nos pontos de ônibus. Os buracos ficam camuflados esperando que você trouxa caia neles e detone a roda. Árvores caídas fechando as ruas. Rios Tietê e Pinheiros transbordando. A sujeira dominando a paisagem. A CET, que só serve para aplicar multa, não deu as caras. A cidade está o caos - não que isso seja novidade, entra governante, sai governante e tudo fica igual.

Imagens assustadoras da chuva: http://noticias.uol.com.br/album/090908chuvassp_album.jhtm?abrefoto=15#fotoNav=1

A música é o máximo: "vou fazer uma prece/ pra deus, nosso senhor/ prá chuva parar/ de molhar/ o meu divino amor/ que é muito lindo, é mais que o infinito/ é puro e é belo/ inocente como a flor/ por favor chuva ruim/ não molhe mais/ o meu amor assim". Tomar banho de chuva também. Acho que vou na varanda...



Escrito por Casa Laranja (TM) às 16h17
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