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Up - Altas Aventuras
Depois de uma(s) semana(s) péssima(s), cheguei à conclusão que precisava reencontrar minha humanidade. A ironia, o sarcasmo e o desprezo estavam tomando conta de tudo - assim como o Nada de "A História Sem Fim", lembra? O filme da Pixar "Up - Altas Aventuras" foi recomendado veementemente e lá fui eu em um sábado no shopping. O filme é lindo, lindo, lindo. É o melhor filme do ano. 10 minutos depois de começado, estava chorando que nem uma carpideira. É de uma simplicidade tocante. Temas como morte, esquecimento, solidão, vazio, todos lá para me deixar em um estado de desolação como há muito não encontrava. Mas não é um filme triste: tristes somos nós e nossa mania de termos pena de nós mesmos.
O mais engraçado foi sair do cinema e entrar em loja de eletrodoméstico para fazer cotação de cooktop. Perguntava o preço e chorava. A vendedora deve ter pensado "nossa, deve estar caro mesmo". PS: Depois de escrever este post, fui ler umas resenhas do filme na net e achei uma muito peculiar. Era algo como "boa animação e bom filme, especialmente na primeira metada. Na segunda metade o protagonista encontra com o vilão, que era adulto quando Carl era criança e hoje os dois têm a mesma idade. Ficou meio inverídico (...) Por esse motivo, não supera Ratatouille". Ok, meio inverídico. Casa voando com bexiga, tudo bem. Cachorro falando através de um dispositivo eletrônico criado sei-lá-eu-com-o-quê-no-meio-da-mata, tudo bem. Ratinho com dotes culinários e comandando um ser humano através de puxões de cabelo, tudo bem. Mas pensar que podia haver uma diferença de digamos, 10 anos entre os dois e que essa diferença se mantém constante ao longo dos anos, in-ve-rí-di-co. Pronto, já estou de mau humor de novo.
PS2: eu também gosto de Ratatouille. Eu gosto de quaquer coisa da Pixar, pronto, assumi!
Escrito por Casa Laranja (TM) às 11h03
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